Lu Chenzhou colocou o copo na mesa. O café já estava frio. O som do fundo do copo batendo na superfície da mesa foi suave, como um suspiro antecipado. Ele ergueu os olhos e olhou para o homem sentado à sua frente.
Gu Zhixing vestia um terno cinza-escuro bem passado, seus olhos atrás dos óculos de aro dourado eram estáveis, e um sorriso profissional perfeito pairava nos cantos de sua boca. Diante dele estava uma pasta aberta, as bordas do papel perfeitamente alinhadas.
"Sr. Lu," Gu Zhixing começou, sua voz nem alta nem baixa, como se estivesse lendo o início de um contrato padrão. "O Sr. Shen dá muita importância a esta verificação periférica. Você já leu a proposta?"
"Li," disse Lu Chenzhou. Ele pegou a cópia impressa do "Plano de Verificação de Cena para Pistas Relacionadas ao Caso Zhao Mingcheng" sobre a mesa, seus dedos inconscientemente esfregando a borda do papel. O cheiro de tinta misturava-se com a leve acidez do café, invadindo suas narinas. O canto esquerdo de seu olho estremeceu levemente; apenas ele sabia disso.
"Então está bem." Gu Zhixing fechou sua pasta com um movimento suave. "O carro está lá fora. Seguiremos a rota planejada, primeiro para a Fábrica de Impressão Guanghua, no oeste da cidade. Esse é o primeiro ponto de pré-verificação."
"Ponto de pré-verificação," Lu Chenzhou repetiu o termo, seu tom plano como se estivesse repetindo uma previsão do tempo. Ele se levantou, as pernas da cadeira raspando contra o piso de cerâmica com um som curto e áspero.
Nove horas e dezessete minutos. A luz do sol atravessava a janela de vidro do café, projetando as sombras dos dois homens obliquamente no chão. Uma à frente da outra, separadas por um braço de distância.
O carro de Gu Zhixing era um Audi preto, o interior limpo, sem um único cheiro desnecessário. Lu Chenzhou sentou-se no banco do passageiro, seu olhar fixo na paisagem urbana que passava pela janela. A cidade despertava sob a luz da manhã, o fluxo de carros como um rio de metal movendo-se lentamente.
"O Sr. Lu costumava ir ao oeste da cidade com frequência?" Gu Zhixing perguntou casualmente, as mãos no volante.
"Não muito," respondeu Lu Chenzhou. Seus olhos passaram pelo espelho retrovisor, refletindo um pequeno perfil do rosto de Gu Zhixing. O sorriso nos lábios do homem permanecia o mesmo, mas atrás das lentes, seus olhos o observavam através do espelho.
O silêncio se espalhou pela cabine. Apenas o zumbido baixo do motor e o leve som do ar condicionado.
Os dedos de Lu Chenzhou batiam suavemente em seu joelho, o ritmo constante. Ele contava mentalmente: terceiro cruzamento, vire à direita, entre na via auxiliar, barricadas de construção a quinhentos metros adiante. Gu Zhixing não olhava para o GPS; a rota era tão familiar como se ele a tivesse percorrido muitas vezes.
O carro parou no fim de uma rua lateral tranquila. À frente, um portão de ferro severamente enferrujado, a placa acima já desbotada e descascada, apenas as sombras das palavras "Impressão Guanghua" ainda discerníveis. O portão estava entreaberto, a dobradiça coberta por uma espessa ferrugem marrom-avermelhada.
Lu Chenzhou saiu do carro. O vento do início do outono trouxe consigo o cheiro de poeira e folhas secas, misturado com um leve e distante odor ácido de tinta velha. Ele respirou fundo, deixando o aroma circular em seus pulmões.
Gu Zhixing também desceu, agora segurando uma pasta preta. Ele caminhou até Lu Chenzhou, olhando para a parede externa manchada da fábrica. "De acordo com os registros, este lugar está abandonado há mais de cinco anos. A propriedade mudou de mãos várias vezes, atualmente registrada em nome de uma empresa de fachada." Ele fez uma pausa. "O Sr. Shen acredita que qualquer local que possa ter uma conexão espacial com o Caso Zhao Mingcheng precisa ser avaliado pessoalmente."
"Entendo," disse Lu Chenzhou. Ele caminhou
As solas dos sapatos esmagaram a poeira acumulada, emitindo um leve som "sussurrante". O interior da fábrica era mais vazio e amplo do que parecia por fora. As vigas de aço do teto estavam expostas, e algumas janelas quebradas projetavam vários feixes de luz inclinados, onde a poeira dançava ainda mais frenética. O ar estava parado, carregado com um odor complexo de papel velho apodrecido misturado com óleo de máquina, que deixava um peso no peito ao ser inalado.
Lu Chenzhou caminhava lentamente. Com a lanterna, ele varria cuidadosamente as paredes laterais, o chão e as máquinas abandonadas. Ele estava observando vestígios — pegadas recentes, sinais de objetos movidos, qualquer resíduo recente que não pertencesse àquele espaço abandonado.
Ao mesmo tempo, com o canto do olho, ele mantinha Gu Zhixing sob vigilância.
Gu Zhixing seguia atrás dele, à direita, mantendo uma distância perfeita. Ele também observava, mas seu olhar se fixava mais em Lu Chenzhou e nos locais que Lu Chenzhou estava examinando. De vez em quando, ele parava para fotografar algum canto com o telefone ou anotava algo na tela do aparelho. Seus movimentos eram profissionais, como os de um meticuloso documentador de cena.
Mas Lu Chenzhou notou que o ângulo das fotos de Gu Zhixing nem sempre era direcionado a "pistas" ou "anomalias" óbvias, mas sim a cenários amplos aparentemente irrelevantes. Além disso, Gu Zhixing quase não tocava em nada, parecendo cauteloso até mesmo ao se aproximar de pilhas de entulho.
Ele estava registrando o ambiente? Ou estava registrando "o comportamento de Lu Chenzhou dentro do ambiente"?
Lu Chenzhou parou diante de uma enorme máquina de impressão antiga. A poeira que a cobria mostrava sinais de ter sido removida recentemente em alguns pontos. Ele se agachou e aproximou a lanterna do chão. Na camada de poeira, havia alguns rastros de arrasto borrados, que se dirigiam para o interior mais profundo da fábrica.
"O que o senhor Lu descobriu?" A voz de Gu Zhixing veio de trás.
"O plano mencionava a necessidade de avaliar 'pontos potenciais de emboscada' e 'pontos cegos de vigilância'." Lu Chenzhou se levantou, esfregando as mãos para tirar a poeira. "Na sua opinião, qual seria a melhor posição aqui para montar um ponto de observação?"
A pergunta foi lançada de repente, com um tom profissional de discussão, mas afiada como uma agulha fina.
Gu Zhixing ficou em silêncio por dois segundos. Lu Chenzhou conseguia ouvir sua respiração leve e o som sutil de seus dedos esfregando involuntariamente o couro da pasta.
"Do ponto de vista da segurança", Gu Zhixing começou, em um ritmo constante, "um ponto alto perto da entrada, como aquela plataforma da escada quebrada no segundo andar, ofereceria uma visão geral do galpão principal. Mas o campo de visão teria obstruções." Ele fez uma pausa. "Se for uma observação de longo prazo e discreta, talvez seja necessário usar o bloqueio visual dos resíduos existentes para criar uma posição de observação semi-fechada no fundo do galpão. Claro, isso exigiria preparação prévia."
A resposta foi abrangente, até mesmo com um sabor de análise técnica.
Lu Chenzhou assentiu com a cabeça e não disse mais nada. Ele se virou e continuou caminhando para o interior da fábrica. O feixe da lanterna passou por pilhas de caixas de papelão abandonadas, cabos elétricos emaranhados e alguns slogans de segurança no trabalho já desbotados nas paredes.
Quanto mais ele avançava, mais escuro ficava. Apenas alguns furtivos raios de luz do dia que penetravam pelas janelas altas delineavam vagamente os contornos dos objetos. O cheiro de mofo no ar ficava mais forte, misturado com um leve odor difícil de descrever, semelhante ao ozônio emitido por equipamentos eletrônicos em modo de espera.
A respiração de Lu Chenzhou ficou ainda mais suave. Seus ouvidos captavam cada som sutil: o tráfego distante e vago da estrada, o lamento do vento passando pelas janelas quebradas, o eco de seus próprios passos... e os passos de Gu Zhixing, sempre atrás dele, quase sincronizados.
O galpão principal chegou. Era ainda mais vazio. No centro do chão, espalhavam-se alguns enormes tubos de papelão, como ossos de bestas gigantes abandonadas. No canto noroeste do galpão, empilhadas, havia
E foi exatamente no momento em que Lu Chenzhou concentrou toda sua atenção para observar que ele capturou.
Da fresta daquela porta, extremamente fraca, emanou um zumbido eletrônico baixo e regular.
O som era muito leve, como o alerta de algum dispositivo em modo de espera, mas na fábrica abandonada e silenciosa como a morte, era claro o suficiente para arrepiar o couro cabeludo.
Gu Zhixing obviamente também ouviu. Lu Chenzhou sentiu o corpo do homem ao seu lado se tensionar instantaneamente, a respiração parando por um breve instante.
"O que é isso?" perguntou Gu Zhixing, sua voz perdendo pela primeira vez aquela firmeza profissional, ganhando um tom sutilmente tenso. "O plano não mencionava isso."
Lu Chenzhou não respondeu imediatamente. Seu olhar estava fixo como uma trava na fresta da porta, o feixe da lanterna cortando a escuridão diante da porta como algo tangível. O zumbido continuava a vir, regular como um batimento cardíaco, ou como uma contagem regressiva.
Ele ergueu lentamente a mão esquerda e fez um gesto claro — pare, recue.
Lu Chenzhou tirou mais uma coisa da bolsa de ferramentas — uma haste de sondagem de liga metálica retrátil. Ele a estendeu, seus movimentos lentos e estáveis, evitando fazer qualquer som desnecessário. Então, com a ponta da haste, com extremo cuidado, tocou a borda daquela porta de metal.
O som das dobradiças girando era mais abafado e áspero do que o da porta de ferro do lado de fora, como se não tivesse sido aberta há muito tempo. A porta se abriu uma fresta do tamanho de uma palma.
Um ar frio, com um cheiro de mofo mais intenso, e aquele odor de ozônio de repente ficou claro. A corrente de ar passou pelo rosto de Lu Chenzhou, e os pelos da nuca dele se arrepiaram instantaneamente.
O feixe de luz como uma espada afiada cortou a escuridão, iluminando o espaço atrás da porta —
Uma sala não muito grande, cerca de vinte metros quadrados. No centro da sala, solitária, havia uma cadeira de madeira de estilo antigo, o assento coberto de poeira. Na parede em frente à cadeira, pendurada, havia uma tela branca com as bordas um pouco enroladas, como uma tela de projeção. No chão, no canto da parede, havia um projetor pequeno e uma caixa de som preta, o indicador de energia piscando com uma fraca luz vermelha — a fonte do zumbido.
E na cadeira, parecia haver algo. Uma pasta de arquivos de cor escura.
O que fez o coração de Lu Chenzhou parar de bater por um instante foi a luz dentro da sala. Não vinha de sua lanterna, mas da própria sala — no canto do teto, algumas lâmpadas embutidas emitiam uma luz fria, uniforme, de tom azul-branco. A temperatura da cor daquela luz, a textura que envolvia tudo…
Era exatamente igual à luz auxiliar da sala de interrogatório daquela memória, sete anos atrás.
"Situação." Lu Chenzhou falou, voz muito baixa, mas carregada de uma inflexão de comando inquestionável. "Recue. Me dê a iluminação. Pode haver circuito elétrico independente dentro da porta, cuidado com risco de choque ou gás."
Enquanto falava, ele passou a lanterna para a mão esquerda, a direita ainda segurando a haste de sondagem, seu corpo se inclinando levemente para o lado, evitando ficar diretamente de frente para a entrada.
Gu Zhixing recuou rapidamente para uma posição mais segura, tirando também uma pequena lanterna da pasta, acendendo-a, o feixe iluminando auxiliarmente a área da entrada. Seu rosto estava um pouco pálido sob a luz fria e branca, mas seu olhar era afiado, fixo firmemente no interior da porta. "Precisamos entrar?" perguntou, sua voz recuperando a firmeza, mas um pouco mais rápida.
Lu Chenzhou não respondeu imediatamente. Seu olhar, como um scanner de precisão máxima, percorreu rapidamente cada detalhe do interior da sala: o estado da pintura das paredes, a distribuição de poeira no chão, o modelo e a condição do projetor e da caixa de som, os vestígios da fiação do sistema de iluminação…
E também, aquela posição ideal na entrada da sala, o melhor "ponto de observação" de onde se podia ter uma visão completa de todo o "palco" — a cadeira, a tela, as luzes.
A luz fria e uniforme de tom azul-branco envolvia aquele pequeno espaço cuidadosamente disposto.
O pomo de Adão
Um projetor pequeno, com carcaça preta e luz indicadora azul brilhando fracamente. Ao lado, equipamentos de som correspondentes — o zumbido vinha dali: modo de espera. Os aparelhos eram novos, os cabos organizados ao longo da base da parede, fixados com fita adesiva.
Não era pela cena em si, mas pela luz — quando o feixe da lanterna varreu o teto, ele viu várias fileiras de tubos LED embutidos. As luzes estavam apagadas, mas o material e o arranjo dos difusores… ele conhecia muito bem. Naquela sala de interrogatório daquela época, eram usadas justamente essas luzes auxiliares azul-brancas, uniformes, frias, sem nenhuma sombra para se esconder.
“Tem algo errado.” Ele repetiu, desta vez para Gu Zhixing. “Recue, me dê a iluminação. Pode haver risco de choque elétrico ou gás.”
Gu Zhixing não disse nada, apenas ajustou a lanterna do celular para o brilho máximo. O feixe de luz passou pelo ombro de Lu Chenzhou, complementando a iluminação do outro lado da sala. Sua respiração estava muito perto, atrás da orelha de Lu Chenzhou, estável, mas excessivamente estável, como um ritmo deliberadamente controlado.
Lu Chenzhou não se virou. Manteve a haste de inspeção pressionando a porta, enquanto com a outra mão tirava da mochila um pequeno detector de gás e apertava o botão. Uma luz verde acendeu, os valores normais. Ele esperou cinco segundos e testou novamente.
“Segurança preliminar.” Ele guardou o detector e finalmente abriu a porta completamente.
Os dois entraram na sala, um atrás do outro. A porta fechou sozinha pela metade, não completamente, deixando uma fresta — Lu Chenzhou prendeu a moldura com o pé. Ele precisava dessa rota de fuga, e também da luz do mundo real que entrava pelas janelas quebradas da fábrica lá fora.
A sala não era grande, cerca de vinte metros quadrados. Além da cadeira, do equipamento de projeção e do pano branco, quase não havia outras mobílias. Mas o sistema de circulação de ar funcionava com baixo ruído, a temperatura ambiente era nitidamente alguns graus mais baixa que lá fora, seca, com uma sensação deliberada de regulação artificial.
Gu Zhixing olhou ao redor, falando em voz muito baixa: “O que é isso? Não estava no plano.”
“Muita coisa não estava no plano.” Lu Chenzhou foi até a cadeira. Não tocou na cadeira em si, mas iluminou cuidadosamente o assento com a lanterna. A poeira era fina, mas havia marcas de alguém sentado — recentes. Sobre o assento, havia uma pasta de arquivo de papel pardo.
Ele colocou luvas de látex descartáveis, os movimentos lentos e firmes. Ao tocar a superfície da pasta com a ponta dos dedos, sentiu a espessura do papel e a nitidez das bordas. Ele a abriu.
Tom preto e branco, grão áspero, claramente uma reprodução fotográfica de um filme antigo. A imagem mostrava um escritório, papéis espalhados sobre a mesa, um homem de costas parado diante da janela. No canto inferior direito da foto, uma anotação manuscrita com a data: 23.11.2007.
Aquela data era uma semana antes do seu caso naquela época. O escritório na foto era o seu escritório na delegacia de investigação criminal da delegacia municipal naquela época. E aquela figura de costas… embora desfocada, a linha dos ombros e pescoço, a direção da linha do cabelo na nuca —
Segunda página, terceira página. Todas cópias de fotos semelhantes, algumas mostravam seu rosto de perfil, outras registravam seus encontros com certas pessoas — encontros que, nos autos do caso da época, foram descritos como evidências de “conspiração”. Mas todas essas fotos tinham uma característica em comum: o ângulo de captura era extremamente escondido, como se fosse através de uma abertura de ventilação, fresta de estante ou câmera pinhole disfarçada em outro objeto.
Era um documento impresso, intitulado *Relato Pessoal sobre a Pressão Psicológica de Lu Chenzhou por Suspeita de Vazamento de Caso (Fragmento)*. O conteúdo era escrito em primeira pessoa, descrevendo como “eu”, pressionado pela doença da irmã e pelos enormes custos médicos, gradualmente vacilou, acabando por ser abordado e seduzido por “certas forças”. O texto era logicamente rigoroso, a progressão emocional natural, até imitando alguns hábitos inconscientes de expressão de Lu Chenzhou durante os interrogatórios da época.
Mas o que fez
"Profissional ao ponto de enganar você?" Gu Zhixing perguntou. Ele estava perto da entrada do quarto, não se aproximou, mas seu olhar permanecia fixo no rosto de Lu Chenzhou.
"Não me engana." Lu Chenzhou disse. "Mas seu objetivo pode não ser me enganar."
Ele voltou ao centro do quarto, desta vez não olhando para a cadeira, mas erguendo o rosto para os quatro cantos do teto. O feixe da lanterna varreu cuidadosamente cada canto, parando na posição próxima à abertura de ventilação no canto direito da parede.
Havia uma protuberância minúscula e discreta ali, quase da mesma cor da parede, mas com um material refletivo diferente. Ele se levantou na ponta dos pés e tocou suavemente com a ponta da sonda — dura, como uma carcaça de plástico ou metal.
Ele recuou alguns passos novamente, olhando para todo o espaço a partir do ângulo da entrada do quarto. Esta posição... permitia uma visão abrangente da tela de projeção, do "ator" na cadeira e do efeito da iluminação do teto. Se o projetor começasse a reproduzir, se o sistema de som emitisse sons, se as luzes mudassem em sincronia —
Era uma sala de observação. Um "palco de teste" preparado para um observador específico.
Todas as pistas se conectaram em um instante: a reprodução excessivamente perfeita, os documentos falsificados apontando deliberadamente para Shen Moqing, o ponto de monitoramento oculto, o melhor ângulo de "observação"... e aquele zumbido — não era um defeito, era o modo de espera, aguardando alguém apertar o botão de reprodução.
O verdadeiro culpado estava montando um palco, e então esperando para ver: quando Shen Moqing (ou um representante de Shen Moqing, como Gu Zhixing) entrasse neste quarto e visse esta cena que reproduzia o modus operandi do caso antigo e apontava explicitamente para o próprio Shen Moqing, qual seria sua reação? Seria de choque, raiva, negação, ou... revelaria algum traço sutil, próprio de alguém "que sabe"?
E ele, Lu Chenzhou, era a "sonda" usada para ativar este teste.
O verdadeiro culpado simplesmente não se importava se ele poderia encontrar o "Velho K", não se importava se ele poderia reabrir o caso. O que o verdadeiro culpado queria era usar suas ações de investigação para atrair Shen Moqing (ou as pessoas-chave ao redor de Shen Moqing) para este quarto, e então observar suas reações. Cada passo dele, desde aceitar o "contrato" de Shen Moqing, formular o "plano de verificação", até vir aqui hoje — tudo estava dentro dos cálculos do verdadeiro culpado.
Ele se tornara uma peça no tabuleiro de outra pessoa. Uma peça usada para testar outra peça.